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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Para saber melhor das minhas notícias, recomendo que visitem minhas páginas do Facebook: Andrea Viviana Taubman, https://www.facebook.com/omeninoquetinhamedodeerrar , https://www.facebook.com/pages/A-ESCOLA-QUE-EU-QUERO-PRA-MIM/253189551368030 e Rosa Formosa. A página do livro MEU AMIGO PARTIU vai ser criada já, já.

Beijos!!!!

domingo, 4 de novembro de 2012

O momento mágico do escritor

Qual é o momento mágico de quem escreve? Aquele em que o texto flui leve feito pluma ao vento, docemente escorrendo pelos dedos, vindo diretamente do coração e da mente? Aquele em que esse texto finalmente - após longa e ansiosa espera - é escolhido por um editor querido, que nos comunica via email que o original foi aprovado? Aquele em que nos vemos frente a frente com nosso novo "filhote" - a primeira vez que tocamos o livro pronto, que é quase como ver o rosto do bebê recém-nascido. Todos esses são mágicos, sem exceção. Mas há um outro, indescritivelmente mágico, talvez mais ainda para quem, como eu, escreve para crianças bem novas: o dia do encontro com o leitor. 

Crianças pequenas são formidáveis, em todo sentido. Crianças pequenas que gostam de livros, são mais formidáveis ainda. Estar numa escola que completa oitenta e cinco anos e ser uma das escritoras homenageadas por essa comunidade pedagógica; ter o livro escolhido para olhar os oitenta e cinco anos que se passaram e parar para pensar qual é a escola em que esses pimpolhos desejam estudar... é sublime. 



Trabalhos lindos, maquetes incríveis, desejos revelados sem qualquer cerimônia: ""Na escola que eu quero pra mim, em primeiro lugar, todos devem se respeitar!" . Nessa maquete havia uma rampa com um cadeirante. Foi desejo de uma criança de sete anos, do segundo ano do fundamental. 






Bom é plantar sementes de tolerância, respeito e alegria desde cedo. Melhor ainda é ver o resultado inicial dessa semeadura, considerando que as turmas trabalharam com A ESCOLA QUE EU QUERO PRA MIM desde o começo do ano e fizeram a culminância do projeto agora. O resultado real, bem o sei, virá daqui a alguns anos.

Só tenho palavras de agradecimento ao Colégio São Paulo de Teresópolis, que me proporcionou a honra de participar de seus oitenta e cinco anos de existência, através do trabalho com meu livro, na Semana Literária.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Resenha na Seleções!

Eis que outubro de 2012 me trouxe um presente de dia das crianças: resenha da jornalista e escritora Claudia Nina sobre meu livro, O MENINO QUE TINHA MEDO DE ERRAR, publicada na revista Seleções do Reader´s Digest.

Na página 140, diz o título: LIVROS - ESPECIAL MÊS DAS CRIANÇAS.

Vi primeiro na internet, apenas no dia seguinte é que pude ter a revista nas mãos.

A emoção foi indescritível: a primeira resenha do livro publicada em revista de distribuição nacional, na mesma página do ganhador do 3º lugar do prêmio Jabuti - categoria juvenil - As memórias de Eugênia, de Marcos Bagno.

Assim como qualquer livro, essa revista me lembra minha avó Emilia - a avó materna com nome de personagem de Monteiro Lobato que lia quase compulsivamente, que me fez amar os livros, que me enviava poemas recortados do jornalão La Nación de Buenos Aires quando vim morar no Brasil, aos sete anos de idade.













A revista predileta da minha avó era nada mais, nada menos, que a SELECCIONES, nome que ela tem nos países em que se fala espanhol. Adorava ler as reportagens sobre saúde. Sempre comentava o que tinha sido publicado, não perdia uma única edição.

Não pude deixar de imaginar minha avó Emília sorrindo satisfeita, esteja onde estiver, comentando com as amigas: deu na Seleções deste mês, o livro da minha neta Andrea!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Subversylvia Orthof e o lugar onde as coisas devem acontecer.







No finalzinho de setembro, tive a felicidade de participar - com muitos amigos da literatura infantil e juvenil - do seminário promovido pela editora Rovelle, docemente chamado de "A viagem de um barquinho", sobre a vida e a obra de uma das escritoras que mais influencia minha escrita: Sylvia Orthof, que estaria completando oitenta anos se viva estivesse. 

Conheci Sylvia já adulta, já mãe - pelas indicações que meu filho mais velho recebia no programa de leitura da escola. Ri muito com seus livros (um, inesquecível, foi O SAPATO QUE MIAVA) e com alguns, confesso que chorei emocionada (obviamente, SE AS COISAS FOSSEM MÃES - nesse tempo, mãe de primeira viagem, ouvi o texto numa apresentação de dia das mães, debulhada em lágrimas com outras tantas companheiras). 

Durante dias e noites, senti meu coração bater no compasso do THOF-THOF-THOF (expressão cunhada pelo José Luiz Prado, editor da Rovelle, que fez um relato emocionado sobre como foi o processo de encontros e reencontros com Sylvia , até a publicação dos atuais títulos da editora). 

Todos os painéis que assisti foram maravilhosos, sem exceção, mas um me fez refletir especialmente - o do prof. Ricardo Benevides (Subversão e transgressão na escrita de Sylvia Orthof), que cunhou outra expressão precisa: Subversylvia. 

Muitas coisas mudaram da década de 80 e 90 do século passado para este, quando meu filho lia ou ouvia Sylvia Orthof na escola - fato inegável. Mas neste início de século XXI, há algo que está fora de lugar: não há mais lugar para certas coisas, outrora tão aceitáveis, hoje tão "condenáveis". Ricardo falou do engessamento provocado pelo excessivamente rígido "politicamente correto", que não cabia na obra de Sylvia - ela era tão livre nas suas criações e tão pouco "didática"... 

Após essa fala, fiquei pensando em algo que anos atrás ouvira de uma grande amiga psicanalista: seu filhinho de dois anos, convivendo com outros mais velhos nas férias, destrambelhou a falar palavrões sem parar, repetindo o que ouvia sem qualquer noção do que dizia - mas intuindo que aquilo não estava "certo". A mãe - que, evidentemente, não fala palavrões - com toda a tranquilidade que lhe é peculiar, propôs: meu filho, essas palavras você pode falar sim, mas vamos combinar assim: só pode falar no carro, certo? Bastava entrar no carro, começava o festival de *&%#§ e ainda pedia à mãe que repetisse e ela assim fazia. Em poucos dias, a brincadeira perdera toda a graça e a "transgressão", a força. Na época, achei a atitude da minha amiga absolutamente genial e desconfiei que, provavelmente, eu não teria tido sua sabedoria para enfrentar uma situação dessas...

Paremos para pensar: as "subversões" e "transgressões" destes tempos no ambiente escolar se transformam paulatinamente em rajadas furiosas de bullying (com ampla divulgação nas redes sociais, com competições que medem o número de acessos) e perversões de vários tipos e graus, muitas das vezes culminando em agressões físicas ou desfechos irreversíveis. Muitas famílias têm filhos únicos, as crianças não brincam mais na rua, não têm outras crianças para brincar ou adultos confiáveis para imitar, pela necessidade dos adultos da família estarem ausentes em busca dos recursos financeiros para sustentação material da mesma (imitam-se, então, os "adultos" da televisão ou dos vídeogames...). Resultado: energia acumulada e falta de parâmetros claros sobre o que é e o que não é aceitável para conviver com outros seres humanos dentro de uma organização social. 

Pergunto: e se a literatura "subversylvia e transgresylvia" fosse para o ambiente escolar o que o carro foi para o menino de dois anos que queria experimentar o ato de falar palavras chulas, mesmo sem saber o que significavam? E se a arte, mais uma vez, vier nos redimir como o fez em tantas outras épocas da civilização, para nos tirar da barbárie?

Ave alegria, como diria Sylvia. Amor e bom humor espantam qualquer negatividade!








quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Festival de artes de Teresópolis

Ideias pulando de um neurônio pro outro: falar de momentos tão intensos como estão sendo os das últimas semanas, quando ainda estranho o "blogger"...vou tentar!
Vamos na ordem cronológica: de 11 a 16 de setembro, um festival incrível invadiu amorosa e artisticamente Teresópolis. Produzida pela Água Grande (Nelson Freitas) em parceria com a secretaria de cultura, com curadoria e mediação de Júlio Diniz e patrocínio da CEG,  tivemos de tudo nesses dias - encontros com a arte e o pensamento de Moraes Moreira, Fátima Guedes, Bia Bedran e a harpista Cristina Braga; oficinas com Ferreira Gullar, Lúcia Fidalgo, Deneir e Domi Jr e A. Cássia; contação de histórias com Benita Prieto, Lúcia Fidalgo, Baú que Conta e Canta e com esta que vos escreve; apresentações de vários grupos de teatro de Teresópolis. 
Tive a felicidade de subir ao palco para falar sobre "infância com criatividade tem mais perspectivas" com Lúcia Fidalgo e Júlio Diniz, num bate-bola muito divertido sobre nossas infâncias de meninas leitoras que favoreceram nossas vidas adultas de escritoras.
Mas de tudo de bom que ficou do Festival, o que mais me comove é lembrar da praça do Alto tomada de gente por todos os lados, pessoas em busca de arte, diversão, entretenimento e conhecimento. 
Debate com Lúcia Fidalgo, mediação de Júlio Diniz
Lúcia Fidalgo na oficina de contação de histórias: O MENINO QUE TINHA MEDO DE ERRAR
Júlio Diniz e Moraes Moreira: impecáveis

Eu mesma contando O MENINO QUE TINHA MEDO DE ERRAR para a plateia 
Emocionada com Ferreira Gullar: o poeta


Com as amigas Benita Prieto, Bia Bedran e Lúcia Fidalgo: tricô de quem ama ler e contar histórias

Eu sou dessas criaturas que acredita que a arte salva. Salva uma pessoa, salva uma família, uma cidade, um país, o mundo. Salva o universo. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O MENINO no Rio - lançamento na FNAC-Barra

Pois é...Pedro segue sua caminhada para conhecer novos amigos e no sábado 25 de agosto foi na livraria FNAC do Barra Shopping. Desta vez, eu mesma contei a história para uma porção de crianças (e adultos!) que queriam conhecê-lo e ainda tive a presença ilustre de outras autoras - Laura Bergallo (que escreveu a 4ª capa do livro em versos lindos), Dag Bandeira, Joana Cabral, Nina Krivochein (amo muito essa garotinha escritora e resenhadora). Foi tão bom, tão divertido, tão gratificante! Este menino está me levando por caminhos de felicidade, através da sua história. E cada vez que uma criança diz, ao ouvir a história: "eu tenho um amigo igualzinho ao Pedro" ou "eu sou assim, desse jeito mesmo" tenho a certeza de que é necessário levar Pedro para conhecer mais e mais crianças ( e adultos também!). O perfeccionismo é um entrave muito sério, que atravanca a vida e quanto mais cedo aprendermos a combatê-lo, tão mais felizes seremos. Como diz a fada para Pedro, com sua voz macia: agora você já sabe que medo de errar é bobagem e não combina com alegria. Alguém há de discordar com essa Fada das crianças que têm medo de errar? 
Com a queridíssima Laura Bergallo
Crianças e adultos, livros e contação da história: felicidade!
Com Joana Cabral, Nina Krivochein e Dag Bandeira
Pedro, agora você já sabe que medo de errar é bobagem e não combina com alegria!


Logo mais, estaremos (eu e os bonecos) em Teresópolis (cidade natal de Pedro, O MENINO QUE TINHA MEDO DE ERRAR) contando a história para mais uma porção de crianças (e adultos, venham também!) no último dia do Festival de Artes de Teresópolis, que acontecerá de 11 a 16-9 na Praça do Alto (aquela famosa da Feirinha de Teresópolis). Darei notícias aqui!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Lançamento do livro O MENINO QUE TINHA MEDO DE ERRAR na FNAC da Paulista

Em São Paulo, foi no dia 11 de agosto.
No Rio, será em 25 de agosto.



O que esperava em São Paulo? Reencontrar velhos amigos, ver uma contação primorosa do Fabio Lisboa (claro!), estar com minha companheira de sonhos, Camila Carrossine,  que ilustrou com tanto amor o livro? Teve isso tudo, teve muito mais...amigos desde os tempos de ensino fundamental até os dos tempos da universidade, outros que chegaram  depois, com a Fundação das Artes de São Caetano, outros, cariocas que moram em São Paulo, outros que eu não conhecia mas queriam conhecer Pedro, como a atriz mirim Bruna Carvalho e um novo amigo, tão especial...Gabriel.
Xará do meu filho mais velho, a quem também dedico o livro, este tem 12 anos. Vive em Guaianazes, periferia de São Paulo. Vende stickers para ajudar a mãe e pagar a escola de balé. É isso mesmo. Entrou na FNAC-Paulista, interagiu o tempo todo durante a contação usando linguajar pouco usual para um menino dessa idade. Depois, abriu espacate, tirou fotos, ganhou o livro, muito carinho e palavras de incentivo. Foi o bonus track do lançamento. Não vou esquecer desse 11 de agosto nunca mais nesta vida.